Página inicial > Artigos > O Banco do BRICS

Artigo

O Banco do BRICS

quinta-feira 17 de julho de 2014, por Sergio Miletto

As micros, pequenas e médias empresas dos países do bloco precisam se juntar e cobrar assento no Conselho de Administração para assegurar fomentos ao desenvolvimento local. Artigo de Sérgio Miletto

A criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) pelo BRICS é de fundamental importância para que os países do bloco possam ter um desenvolvimento desatrelado da banca hegemônica de hoje, que é controlada pelo interesse de grupos financeiros privados.
A iniciativa foi formalizada no último dia 15 pela presidenta Dilma e os presidentes da Rússia, Índia, China e África do Sul, que compõem o Brics, com a assinatura de um acordo que oficializa a criação do NBD, voltado ao fomento de projetos de interesse dos países emergentes, especialmente de infraestrutura.
Esperamos que o Banco seja mais efetivo do que o Banco da Unasul que não tem tido efeito prático no desenvolvimento das micros, pequenas e médias empresas (MPEs) da região.
As duas iniciativas têm como referência o BNDES que foi fundamental para o crescimento econômico do Brasil, mas que apesar dos avanços ainda tem muito que fazer para a construção de um novo modelo de desenvolvimento que trabalhe a favor da autonomia dos povos, que é fator crítico para o livre exercício da cidadania.
Sempre defendemos uma nova arquitetura financeira e o Banco de Desenvolvimento dos BRICS é uma ferramenta extremamente poderosa, mas ao mesmo tempo perigosa se for usada somente para bancar os projetos das grandes corporações internacionais que atuam na região dos Brics e são controladas pela banca hegemônica.
É muito importante que, assim como o movimento social, as MPEs dos BRICS tenham assento no Conselho de Administração para influir no fomento de um Fundo de Desenvolvimento Local sustentável com protagonismo das MPEs e movimentos sociais.
Estamos convictos que a miséria e os conflitos do mundo de hoje é resultado de um modelo de desenvolvimento injusto e desagregador. Para termos desenvolvimento econômico e humano, as MPEs tem que ser escutadas, pois representam a força econômica que gera renda para mais de 90% da população economicamente ativa do mundo. A insígnia deveria ser um banco para todos. Um banco para a cidadania e paz.

Notícias

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 3.0 Não Adaptada

site criado pela